NEI 18/06/2026

O brincar e o desenvolvimento infantil

No NEI da Fundação Romi, o brincar é compreendido como uma experiência fundamental para o desenvolvimento das crianças na Educação Infantil.

O brincar como linguagem da infância

O brincar é uma das experiências mais significativas da infância. Na Educação Infantil, ele não ocupa apenas um espaço de lazer, mas constitui uma linguagem essencial da criança, por meio da qual ela explora o mundo, constrói relações, expressa sentimentos, desenvolve a imaginação e amplia suas possibilidades de aprendizagem.

No NEI da Fundação Romi, compreendemos a criança como protagonista de seu processo de desenvolvimento. Aqui, o brincar acontece de forma viva, sensível e intencional em diferentes espaços e contextos. As crianças são convidadas a explorar ambientes diversos, permeados pela imaginação, pela criatividade e pelas múltiplas possibilidades de interação com o outro e com o meio.

Brincar livre e experiências de descoberta

Em muitos momentos, o brincar livre ganha destaque. Nesse contexto, as crianças criam suas próprias brincadeiras, transformam elementos cotidianos em novos significados e utilizam materiais não estruturados como recursos para suas invenções. Caixas, tecidos, gravetos, folhas, panelas, cordas e tantos outros objetos tornam-se parte de universos imaginários construídos coletivamente.

Em outras propostas, as educadoras conduzem experiências brincantes que envolvem músicas, instrumentos musicais, movimentos corporais e provocações investigativas. Nessas interações, o adulto observa atentamente as relações estabelecidas entre as crianças, acolhendo descobertas, ampliando repertórios e criando oportunidades para novas experiências. O brincar, nesse sentido, também se torna um espaço potente de escuta e construção de vínculos.

Natureza, movimento e aprendizagem

A natureza ocupa um lugar fundamental nesse percurso. Beneficiadas pelo amplo espaço verde da escola, as crianças vivenciam brincadeiras em contato constante com elementos naturais, explorando texturas, sons, movimentos e possibilidades de criação. Como apontam Renata Meirelles e Gandhy Piorski, a relação da criança com a natureza potencializa experiências sensoriais, imaginativas e culturais importantes para a infância. Ao brincar com terra, água, folhas, sementes e galhos, a criança estabelece conexões genuínas com o mundo e consigo mesma.

Nessa proposta, a corporeidade também é valorizada. Os movimentos das crianças são compreendidos como formas de expressão e descoberta. Correr, equilibrar-se, subir, pular, dançar e explorar os espaços favorecem não apenas o desenvolvimento motor, mas também a construção da confiança, da percepção espacial e das relações sociais.

Brincar para aprender e se desenvolver

Assim, o brincar se consolida como eixo central da Educação Infantil, respeitando os tempos, interesses e singularidades das crianças. Mais do que uma atividade, brincar é uma maneira de existir, aprender e se relacionar com o mundo. Ao valorizar as experiências brincantes, o NEI da Fundação Romi reafirma seu compromisso com uma educação que reconhece a infância em sua potência, criatividade e capacidade de aprender por meio das interações e das descobertas.

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