Praça 9 de julho

O dia 9 de julho é feriado em todo Estado de São Paulo e a equipe do CEDOC da Fundação Romi fez uma busca no acervo para encontrar fontes históricas que nos ajudam a compreender em que momento da história da cidade de Santa Bárbara d’Oeste a PRAÇA 9 DE JULHO foi construída, por que recebeu esse nome e quando passou a fazer parte do espaço urbano.

QUAL A HISTÓRIA DESSE LUGAR? POR QUE RECEBEU ESSA DENOMINAÇÃO?

ANTECEDENTES…

Para contarmos essa história temos que voltar no tempo, no século XIX, precisamente em 1881 quando a Irmandade de São Sebastião, da paróquia Santa Bárbara, inicia uma campanha para a construção da Capela de São Sebastião em terreno da igreja localizada entre a rua do Cruzeiro (atual Dona Margarida) e a rua Santa Bárbara.

Livro Tombo nº 2 da Igreja Matriz Santa Bárbara
O local onde a capela foi construída ficou conhecido como LARGO DE SÃO SEBASTIÃO. Manoel Teixeira em artigo publicado no Jornal D’Oeste em 17 de outubro de 1954 descreve o local e a Capela de São Sebastião como um edifício de tijolos, coberto de telhas, mas de arquitetura bastante modesta. A cobertura do prédio era em duas águas e as telhas eram de tipo colonial rústico. Segundo Teixeira, nos arredores da capela existia o edifício da Cadeia, “o leito, quer da praça, como das ruas que a cruzavam, era chão nu, em terra barrento-arenosa onde medravam ervas daninhas”.

Em 1915 foi extinta a Irmandade de São Sebastião e a imagem do santo foi transferida para a Igreja Matriz Santa Bárbara.

Livro Tombo nº 2 da Igreja Matriz Santa Bárbara
Em 1916 a Prefeitura Municipal adquiriu da Paróquia Santa Bárbara o terreno pertencente a Capela São Sebastião e a capela foi demolida. Confira a Lei nº98 de 07/02/2016, clique aqui.

Com o passar dos anos a praça passou a ser conhecida como PRAÇA MUNICIPAL, e finalmente em 1934 recebeu o nome de PRAÇA 9 DE JULHO.

A PRAÇA 9 DE JULHO

No acervo do CEDOC da Fundação Romi há a edição do jornal “A Cidade de Santa Bárbara” publicada em 15 de julho de 1934 noticiando o dia em que essa praça foi inaugurada.

Jornal Cidade de Santa Bárbara, 15/07/1934
Nessa data aconteceram festejos! Tudo começou às 5 horas com uma ALVORADA com a Corporação Musical União Barbarense executando o hino nacional e 21 tiros de bateria especial para despertar a população. As 9h foi celebrada uma missa pelo padre Henrique Nicopelli. Às 18h30 aconteceu uma concentração cívica na Praça Central e após a inauguração da Praça 9 de Julho. A placa de denominação em bronze foi ofertada por Emílio Romi, que a produziu na fundição de sua empresa, na época denominada Garage Santa Bárbara, atual Romi S.A.

Jornal Cidade de Santa Bárbara, 15/07/1934
A denominação da praça foi um pedido da Federação Barbarense de Voluntários da Revolução Constitucionalista de 1932 ao Prefeito João de Oliveira Lino, em memória ao dia que marcou oficialmente o início da Revolução Constitucionalista.

Jornal Cidade de Santa Bárbara, 15/07/1934

O soldado constitucionalista Joaquim Pereira de Arruda Netto, 1932.
Coleção particular Antonio Fernando de Arruda Camargo Neves.
Fotógrafo: Autor desconhecido.

Os soldados constitucionalistas: Joaquim Pereira de Arruda Netto e José Ferreira Aranha.
Coleção particular Antonio Fernando de Arruda Camargo Neves.
Fotógrafo: Autor desconhecido.

Em 1938, teve início a construção do prédio do Paço Municipal na Praça 9 de Julho, segundo o jornal Cidade de Santa Bárbara em 6 de setembro de 1939 o prédio estava concluído, no entanto, foi somente em 21 de dezembro de 1941 que foi oficialmente inaugurado.

Em 2020 a Praça 9 de Julho foi reformada, assim como, o prédio do antigo Paço Municipal que hoje abriga o Centro de Memórias historiador Antonio Carlos Angolini.

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  1. Professora Mercedes com os alunos do jardim da infância do Grupo Escolar Santa Bárbara. 1932. Coleção Particular Lia Rangel. Fotógrafo: Autor desconhecido.
  2. Professora Mercedes com os alunos do jardim da infância do Grupo Escolar Santa Bárbara. 1932. Coleção Particular Lia Rangel. Fotógrafo: Autor desconhecido.
  3. Jornal Cidade de Santa Bárbara, 17/07/1932
  4. Jornal Cidade de Santa Bárbara, 04/09/1932
  5. Joaquim Pereira de Arruda Netto, 1932. Coleção Particular Antonio Fernando de Arruda Camargo Neves. Fotógrafo: Autor desconhecido.
  6. Joaquim Pereira de Arruda Netto e José Ferreira Aranha. Coleção Particular Antonio Fernando de Arruda Camargo Neves. Fotógrafo: Autor desconhecido.

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