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Publicado em 27/07/2020

Santa Bárbara d’Oeste e os cinemas de sua história




Santa Bárbara d’Oeste teve diversos cinemas no decorrer de sua história, entre eles, um que ficou conhecido como “Cinema do Padre”. Pode parecer estranho, mas muitos leitores irão se recordar desse cinema que funcionou na rua Santa Bárbara sob a administração da Paróquia Santa Bárbara. A equipe do Centro de Documentação Histórica-CEDOC da Fundação Romi realizou uma pesquisa em fontes do arquivo, principalmente os jornais que circulavam por Santa Bárbara d’Oeste na época do funcionamento do cinema (1962-1978), para apresentar os pontos principais da trajetória do Cine Santa Bárbara, ou “Cinema do Padre”, como era chamado.
Segundo as pesquisas em 28 de julho de 1962, o Cine Santa Bárbara era inaugurado, bem no centro da cidade, em um prédio bem equipado e preparado para receber até 500 pessoas; esse projeto foi possível graças a visão empreendedora do Conego Luis Carlos Coelho Mendes, e continuada pelo Padre Victório Freguglia que, com o investimento de cerca de 3 milhões de cruzeiros pode oferecer à comunidade um novíssimo e moderno cinema.

Vale ressaltar que, por mais que para alguns pareça estranho um cinema que pertença à igreja, outros empreendimentos já vinham sendo realizados no mesmo salão paroquial a um certo tempo, com o objetivo de levantar recursos para a manter os diversos serviços prestados a comunidade, como por exemplo a creche Menino Jesus. “Sendo assim o cinema fazia parte, segundo seus idealizadores de um projeto mais amplo que, por um lado poderia oferecer ’entretenimento sadio’ aos barbarenses, e por outro, ajudar a sustentar as ações sociais da paróquia”, conta a coordenadora do CEDOC Sandra Edilene de Souza Barboza.

Diferente de hoje, os cinemas de antigamente eram espaços compartilhados com os espetáculos teatrais. “O extinto Grêmio Teatral Santa Bárbara apresentou a paixão de cristo no Cinema Santa Bárbara de 1966 até 1970, além de muitas outras peças durante o tempo que o cinema permaneceu funcionando, e, quase no final de sua trajetória, trouxe a peça ’O Coelhinho Engenheiro’, apresentado por uma companhia de Campinas”, fala Sandra.Infelizmente, depois do ano de 1978, não há mais menções ao cinema nos noticiários, o que nos leva a concluir que esse foi o seu último ano de funcionamento. “O prédio permanece em pé, mas hoje serve a funções comerciais e nele funciona também o salão paroquial da Igreja Matriz Santa Bárbara e a Rádio Anunciação. Os que por lá passam nos dias de hoje, provavelmente não imaginam as muitas histórias já contadas no antigo ’Cinema do Padre’, conclui a coordenadora do Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi Sandra.

A pesquisa completa preparada pela equipe do CEDOC com fotografias, jornais está disponibilizada no site do CEDOC da Fundação Romi, clique aqui para acessar.



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