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Publicado em 25/06/2020

CEDOC da Fundação Romi trabalha na preservação do acervo de Negativos de Vidro



O Centro de Documentação Histórica - CEDOC da Fundação Romi está executando, desde dezembro de 2019, o projeto “Imagens Reveladas. Tesouros Escondidos” que até o final da execução, previsto para agosto de 2021, irá realizar o processamento técnico de 2.500 negativos da coleção do fotográfico Augusto Strazdin (1900-1986), pertencentes ao acervo do CEDOC. Dentre esses negativos, há centenas que são de VIDRO.

No começo do século XX, as imagens fotográficas eram obtidas com pesadas câmera de madeira que produziam negativos em chapas de vidro. Em depoimento para Antonio Carlos Angolini em 1981, o fotógrafo Augusto Strazdin contou, através de lembranças, sobre este trabalho: “A inauguração de Ponte do Funil tinha lá banquete na Ilha da Amizade... levei máquina 24 por 30, mas usava chapa menor 18x24, era pesada, levar tripe, máquina, chapa grande, pesava. Mas foi tirei.”. Nessa passagem ele se refere a inauguração da Ponte do Funil em 2 de outubro de 1937.

Hoje, passados mais de 80 anos, os negativos de VIDRO estão sendo preservados, e para isso, os conhecimentos específicos para tratamento desse tipo documental são necessários. Em fevereiro, a equipe técnica do CEDOC passou por um treinamento com o conservador Leandro Mello e iniciou o trabalho de higienização e guarda desse tão frágil acervo. “A partir de um diagnóstico do estado de conservação do artefato, estão sendo executadas as ações de higienização desse acervo de chapas em vidro. Em razão da fragilidade dos suportes em vidro, são tomadas precauções especiais no manuseio”, fala a coordenadora do CEDOC da Fundação Romi Sandra Edilene de Souza Barboza.

Para realizar esse trabalho é preciso que o profissional utilize avental, luvas, óculos de proteção e touca. A higienização é realizada negativo a negativo com uma solução de álcool etílico P.A. (etanol) diluído em água deionizada ou destilada. Foi confeccionada, com cartolina, uma estação de trabalho onde a limpeza é feita. “A técnica que utilizamos é na face com a emulsão a higienização apenas com soprador e na superfície de vidro a limpeza com solvente. Depois de higienizados os negativos são digitalizados e acondicionados verticalmente em envelope com formato de cruz, depois em um envelope com forma de luva, e depois em mais duas outras caixas. Lembrando que esses papéis que constituem os invólucros, onde ficam os documentos, são confeccionados em papel com qualidade arquivística, isto é, papel permanente/durável livre de qualquer impureza, quimicamente estável”, explica Sandra.

Esse trabalho tão cheio de detalhes e especificações técnicas é realizado porque o Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi tem o compromisso com a preservação da história de Santa Bárbara d'Oeste. Para conhecer mais sobre o trabalho realizado acesse https://fundacaoromi.org.br/fundacao/cedoc.

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