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Publicado em 15/04/2020

CEDOC da Fundação Romi lança desafio aos internautas




Uma das imagens que os internautas terão que decifrar

Ao longo da história, a escrita sofreu uma série de alterações e os documentos manuscritos refletem isso, pois, apresentam a grafia cheia de abreviaturas, letras subscritas, além de palavras em desuso, arcaicas e nomes abreviados. Inspirados no trabalho de transcrição de documentos do século XIX, só nas últimas duas semanas foram mais de 300 atas, o Centro de Documentação Histórica – CEDOC da Fundação Romi cria a coluna DECIFRE, que convida os internautas, que acompanham as mídias sociais, a descobrirem o que está escrito na palavra grifada de cada imagem.

A proposta visa a interação com o público, além de trazer informações e curiosidades do trabalho que vem sendo realizado pela equipe do CEDOC. “Um exemplo de palavra arcaica é BEXIGA nome usado naquela época para designar a VARÍOLA. São comumente utilizada a grafia Sñ para senhor, Vigro Vigário para, Festros para Festeiros, Joaqm para Joaquim, Olivra para Oliveira e Ignco para Inácio”, conta a coordenadora do CEDOC Sandra Edliene de Souza Barboza. Com as postagens, os internautas poderão acessar ao documentos originais, disponíveis no site do Centro de Documentação Histórica.

Durante o trabalho a equipe do CEDOC tem encontrado informações interessantes que contribuem para o entendimento do passado da cidade, como o documento datado de 26/02/1881, presente no livro de tombo da Igreja Matriz Santa Bárbara que traz a informação da construção de uma capela em louvor a São Sebastião: “Fazemos saber que attendendo ao que Nos representou os Mesarios da Irmandade de São Sebastião de Santa Bárbara, dete Bispado. Avemos por bem, pela presende conceder facultade, para que em dita Parochia, no logar entre as ruas do Cruzeiro e de Santa Bárbara, se possa erigir e fundar uma Capella sob a invocação de São Sebatião, com tanto que seja em lugar alto, livre de humidade, desviando quanto possivel de lugares immundos e de casa particulares e que tenha ambito em roda para ondores procissões, sendo o lucar para tal fundação desigmado pelo respectivo Parocho”.

Essa capela foi construída no final do século XIX e demolida no começo do século XX, período em que era conhecido como Largo São Sebastião. Algumas décadas depois nesse local foi construído o Paço Municipal, depois Biblioteca Municipal e em breve abrigará o Centro de Memória.

Os documentos manuscritos referentes às Atas da Câmara Municipal de Santa Bárbara d'Oeste trazem informações de como era viver na cidade no século XIX. Em 22 de abril de 1881, foi indicado pelo vereador Galvão “que se officiace autoridade policial chamando athençaõ sobre as casas de negocio conservarem abertas depois do toque de recolhida e as mesmas proibidas tendo avido algazarrase e varias e assim tambem jogos proibidos pelos negócios e ruas foi approvado”. Era um tempo em que na cidade havia o “toque de recolher”, isto é, todos os moradores deveriam ficar em casa e os comercios fechados.

A leitura das atas mostra as questões com que os vereadores se preocupavam como a cobrança de impostos, o traçado das ruas e praças, a construção e manutenção das estradas, entre outros. A conservação de prédios da Vila de Santa Bárbara sempre aparece nas atas dos vereadores como na de 29 de outubro de 1882, onde os vereadores decidiram “que a Camara mandasse carpir o pateo da Matriz desta villa posto em votação foi aprovado”.

Os vereadores decidiam sobre a regulamentação da cobrança de imposto municipais. Seguem alguns mais inusitados discutidos na reunião de 05 de Janeiro de 1893:

“§1º Para ter casa de fazendas e roupa feita 25$000;
§2º Pe cada armazem de generos secos e molhados 15$000;
§3º Para vender louça, objetos de vidros e cristaes pagarão 10$000;
§5º Para ter casa de barbeiro e cabelleiro 5$000;
§7º De cada carro de carroça de paradas que conduzirem qualquer genero somente a frete 12$000;
§8º De cada carro de carroça de 4 rodas, pertencentes a lavradores que conduzem seos generos e a frete pagarão 8$000;
§10º Para casa de bilhar por cada um 20$000.”

Na ata de 19 de março de 1894, o vereador José Gabriel de Oliveira indicou um “louvor ao grande patriota brasileiro, o Marechal Floriano Peixoto e a todos que concorrerão com sua bravura para salvar a republica e a Patria Brasileira”. Essa referência é sobre a Segunda Revolta Armada, um marco na história do Brasil Republicano.

“O trabalho de transcrição das Atas da Câmara Municipal de Santa Bárbara, que está sendo realizado pela equipe do CEDOC, já que para leitura desses documentos é necessário familiaridade com a evolução de traçados, tipos e outros instrumentos da escrita, continuará. Estes documentos nos trazem um panorama da Vila de Santa Bárbara quando as ruas não tinham calçamento, não havia água encanada, nem energia elétrica e nem automóveis e os veículos que rodavam eram as carroças”, finaliza Sandra.

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