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Publicado em 16/09/2020

A equipe do CEDOC da Fundação Romi fez um levantamento de fontes sobre a história do Centro Cultural e Biblioteca Prof. José Assad Sallun.


A cidade de Santa Bárbara d'Oeste, a partir da segunda metade do século XX teve um crescimento populacional devido a uma corrente migratória de vários Estados brasileiros, o que deu origem a muitos bairros na Zona Leste. Com o crescimento dessa região aumentou também o número de estudantes, e surgiu a necessidade da criação de um centro cultural e de uma biblioteca para atender aos jovens e toda à comunidade.


Vista aérea parcial da zona leste de Santa Bárbara d’Oeste, 1989

Na época, nos bairros da Zona Leste havia mais de 80 mil habitantes que não possuíam os benefícios desses recursos na área cultural. Segundo o Jornal Diário do dia 21 de setembro de 2000, p.27. Ed.3700, nas reuniões promovidas pela prefeitura durante a elaboração do orçamento participativo de 1998, essa obra foi apontada como uma das prioridades a ser realizadas na Zona Leste. A construção desse espaço cultural possibilitaria aos moradores da região o acesso a eventos, oficinas culturais e desfrutar do acervo da biblioteca pública municipal.

O decreto de lei nº2376, de 22 de setembro de 1998, autorizou o Executivo a criar a Biblioteca Pública Municipal da Zona Leste.


Em março de 1999, as Secretarias de Obras e de Cultura e Turismo deram início às obras no terreno de propriedade da prefeitura localizado entre as ruas do Algodão, Maceió, do Couro e Salvador em frente ao então, prédio da Regional Administrativa da Cidade Nova.



Toda a construção do centro cultural e biblioteca estiveram a cargo dos funcionários municipais, desde a fundação, terraplenagem até os detalhes finais, totalizando 18 meses. O centro cultural e biblioteca foi projetado com 765,96 metros quadrados de construção com dois pavimentos. A parte inferior do prédio foi planejada para funcionar a biblioteca municipal com salas para leitura, pesquisa, estudos e acervo. O piso superior foi preparado para ser um espaço de cursos, exposições, teatro e eventos culturais. O fundo do prédio foi projetado para leitura ao ar livre, com dois quiosques. Na frente do edifício foi construída uma praça com espelhos d'Água.

Segundo os decretos de lei nº2440, de 31 de agosto de 1999; e nº2511, de 12 de julho de 2000, o prefeito municipal José Adilson Basso denominou o local de Centro Cultural e Biblioteca Dr. José Assad Sallun – Prof. Léo Sallum.




Em 1999, o governo federal solicitou aos municípios brasileiros que denominassem alguma obra que fosse inaugurada no ano 2000, fazendo uma referência aos 500 anos do Brasil. Poderia ser uma praça, um prédio público entre outras. Sendo assim, o município de Santa Bárbara d’Oeste decidiu denominar de “Praça Brasil 500 Anos”, a praça localizada em frente ao Centro Cultural e Biblioteca Dr. José Assad Sallun – Prof. Léo Sallum.


Placa de denominação da Praça Brasil 500 anos. 2020

A Praça Brasil 500 Anos foi projetada pelo arquiteto Paulo Rogério Passos Cham. Na época da inauguração contava com um passeio, bancos, iluminação e espelhos d’água com bicos de fonte luminosa e uma escultura de uma “Nau” feita em chapa de aço sobre uma estrutura de concreto em forma de livro construída pelo artista plástico barbarense Antônio Alfonso Luciano.




O artista já havia realizado várias esculturas publicas ao longo de sua carreira, e no dia 17 de setembro de 2000, o prefeito José Adilson Basso homenageou Antônio Alfonso Luciano pela sua obra no programa Canta Santa Bárbara promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo no auditório da prefeitura municipal de Santa Bárbara d’Oeste, com transmissão ao vivo pela Santa Bárbara FM e TV Cultura, canal 43.

Através do decreto de lei nº3140, de 18 de setembro de 2000, o prefeito municipal José Adilson Basso aprovou o regulamento do uso e funcionamento do Centro Cultural e Biblioteca Dr. José Assad Sallun – Prof. Léo Sallum – Zona Leste”. O documento define como finalidade do local a de “manter em seu acervo obras didáticas, técnicas, de literatura para adultos e crianças, bem como obras especializadas em assuntos de interesse para o Município; ensinar o uso dos livros, visando a pesquisa e a educação individual, proporcionando oportunidades para o desenvolvimento social e intelectual”.



No dia 21 de setembro de 2000, foi inaugurado o Centro Cultural e Biblioteca Dr. José Assad Sallun – Prof. Léo Sallum. Estiveram presentes no evento o prefeito José Adilson Basso, autoridades, convidados e durante a cerimônia a Banda Marcial da Guarda Mirim e os músicos do Centro Cultural Edgard D' Elboux se apresentaram.

A primeira exposição do Centro Cultural foi realizada de 21 de setembro a 15 de outubro de 2000, e contou com trabalhos em óleo sobre tela de dezoito artistas barbarenses.

A biblioteca iniciou suas atividades com três funcionárias e um acervo com 4.500 livros doados pela biblioteca central e também adquiridos. Segundo registros, no primeiro mês de atividade foram feitas mais de 700 inscrições na biblioteca e retirados cerca de 1890 livros. No Centro Cultural foram ofertados à população cursos de pintura em óleo sobre tela, desenho artístico, pintura em tecido, bordado com fita de cetim, bijuteria, arraiolo, dança, música, artesanato, reciclagem de papel, entre outros.

Centro Cultural e Biblioteca Professor Léo Sallun, 2020.

Em maio de 2017, atendendo à Norma Brasileira de acessibilidade teve início às obras de instalação de um elevador com acesso ao piso superior do Centro Cultural e Biblioteca Dr. José Assad Sallun . O equipamento foi instalado na parte externa, atrás do prédio e projetado aos cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Confira em Jornal Diário, 28 de maio de 2017, p.07.

Para saber quem foi José Assad Sallun, também conhecido como Professor Léo clique aqui e acesse a biografia.



Arquivo para download: Referencias Bibliograficas.pdf

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