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Publicado em 02/06/2020

O texto a seguir é baseado no artigo "Primeiros tempos do cinema em Santa Bárbara".


A equipe do CEDOC elaborou uma matéria que trata sobre os primeiros tempos do cinema na cidade de Santa Bárbara, seus principais personagens e empresas pioneiras nesse setor no município. A primeira etapa dessa pesquisa, cobre o período do início do século XX até 1920. Esse trabalho de pesquisa que visa resgatar a memória do cinema e a cidade. Para ler o artigo na íntegra, na área download ao lado direito.


ANTES DO CINEMA O "THEATRO"

Em Santa Bárbara, antes do primeiro cinema efetivamente passar a funcionar, no prédio onde se reproduziram as primeiras imagens em movimento, no local funcionou o “Theatro”, como era chamado o único da cidade durante muito tempo.

O Almanaque da Província de São Paulo de 1873 aponta que seu dono naquele ano era Francisco de Paula Martins, filho da fundadora de Santa Barbara, Margarida da Graça Martins, já no Almanaque de 1889 outro trecho faz menção a construção de um teatro na cidade, de forma que, até o momento é impossível determinar se naquele ano o “Theatro” estava em reforma, ou se outro prédio substituiu o teatro original da cidade; o fato é que, no inicio de junho 1901, na rua Santa Barbara, esquina com a General Osório, quase seis anos depois da invenção dos aparelhos de projeção dos irmãos Lumiere, acontecia em Santa Barbara as primeiras exibições cinematográficas.




A ESTRÉIA DA "GRANDE NOVIDADE"

Os jornais de Santa Bárbara repercutiram com entusiasmo a exibição dos filmes feitas por Antonio Felipe de Castro “Com grande sucesso o sr. A.F. de Castro fez hontem em nosso theatro a estreia do Cineographe Lumiere. Vimos quadros históricos da actualidade que produz o efeito deslumbrante e fez agradavel impressão nos espectadores” (O Barbarense ed.54 p.02 02/06/1901).

Livro Santa Bárbara Edição Histórica.1974


TODOS AO RECREIO
Existe um hiato nos jornais barbarenses que indicam que, desde a ultima exibição cinematográfica, em 1901, o prédio do Theatro pode ter ficado sem esse tipo de espetáculo até 1916 quando finalmente o Theatro Recreio, de propriedade dos irmãos Lazaro e Alfredo Michel, anunciava uma variedade de filmes a serem exibidos, inclusive, como em uma das ocasiões, com a presença de uma banda ao vivo para sonorizar o filme. Confira o trecho de jornal


Não se sabe exatamente quando o Theatro foi comprado pelos irmãos Michel, porém no final do mesmo ano de 1916 eles o venderiam para Sebastião Paes e João Monteiro, que prometiam manter o alto nível dos filmes até então exibidos na casa de espetáculos.

Já em 1918 o primeiro cinema trocava novamente, e pela ultima vez de mãos, arrendado por Manuel da Costa Júnior e António Ribeiro Guimarães, como ficou registrado no jornal A Verdade de 10 de fevereiro de 1918.



Os últimos registros de jornal a mencionar o cinema Recreio, ocorrem no ano de 1920, sendo portanto muito provavel que esse, tenha sido o último ano do primeiro cinema de Santa Bárbara, pelo menos com esse nome. Registros posteriores, apontam que, pelo menos mais três iniciativas de cinema ocorreram no mesmo local, o Cinema Íris mencionado nos jornais de 1924, o Cine Theatro Íris em 1931 e por último, nesse mesmo prédio, o Cine Central de 1934, que segundo o folclore barbarense, encerrou suas atividades “após uma brincadeira de João Batista do Amaral e Mário Previtále, que colocaram uma placa, tirada de outra loja, com os dizeres "FECHADO" na porta do cinema. À noite, o proprietário, não sabendo de nada e respeitando a placa, visto que estava em débito com o município, desativou o cinema” (Documentos e Reportagens: Cinema p.01)


Foto do prédio na década de 1960


Foto do prédio hoje: Google Maps


CONFIRA ALGUNS FILMES EXIBIDOS NAS SESSÕES DO RECREIO:


Jornal A Verdade
13/05/1917

Cena do Filme Dioguinho 1917
Direção Guelfo Andalo



Jornal A verdade
17/021/1918

Direção Antonio Campos


As Aventuras de Catarina 1913 - Direção Francis J. Grandon


Jornal A Verdade, 21/10/1917




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Cinematographe Lumière


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