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O Maestro do Projeto Ninho Musical fala sobre os quase 10 anos de história e os, aproximadamente, mil músicos e interpretes formados nesta trajetória.


Participantes do projeto Ninho Musical durante aula prática, com orientações do maestro Paulo Bellan.

Realizado desde 2010 e tendo beneficiado, aproximadamente, 1.000 pessoas, das quais muitas seguiram a profissionalização acadêmica na esfera musical, outras despertaram-se para a arte das apresentações, outras ainda se satisfizeram em seus núcleos comunitários como instrumentistas, o projeto Ninho Musical vem se consolidando como importante mecanismo de promoção social através da música. Apresentado, nesta edição, pelo Ministério da Cidadania e patrocinado pela Indústrias Romi, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, projeto, que também conta com o apoio cultural da Prefeitura Municipal de Santa Bárbara d'Oeste por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, é uma iniciativa da Estação Cultural da Fundação Romi.

Sob a coordenação do Maestro Paulo Bellan, nos encontros os alunos aprendem desde teoria musical até práticas de instrumentos, cuidados e afinação, leitura e interpretação de partituras e compreensão de regência. Gratuita, por meio de aulas teóricas e práticas, os alunos, quer tenham vivência ou sejam iniciantes, são inseridos no universo da música instrumental por meio de desafios, onde o aluno que sabe mais dá suporte ao que sabe menos, e a construção do conhecimento acontece de forma vivencial. Paulo Bellan conta, na sequência, como enxerga e entende o projeto e quais são suas inspirações e expectativas.

São quase 10 anos de NINHO MUSICAL. O que te inspira a continuar integrando o projeto?

Os resultados são fantásticos. Devida a didática aplicada nas aulas, e a filosofia do Projeto Ninho Musical ser tão desafiadora, “O aluno que sabe mais, ajuda o que sabe menos”, os resultados de cada amostra pública, de cada ano, é o que me inspira a continuar fazendo parte, pois a estatística aponta para quase 1.000 alunos terem passado pelo projeto. Temos ex-alunos vivendo profissionalmente de música, isso significa que a fonte de renda desses alunos foi inspirada e fortalecida no desenvolvimento da construção cultural e intelectual dos mesmos. A aplicação de princípios de ’musicoterapia’ tem trazido ferramentas de melhoria de vida de todos. O aprender trabalhar em equipe, observar as opiniões contrárias e conviver com a diferença, num ambiente social harmônico, onde o respeito e a ética são valores observados durante as aulas e relatados fora dela.


O que mudou nesse período, desde as primeiras turmas, há 10 anos, até as últimas?

Surgiram conjuntos musicais, solistas, orquestra, professores de música, e tantos outros movimentos musicais. A constante revisão da aplicação da Pedagogia e Didática adotadas instigou a necessidade de avaliação dos resultados e da atualização dos mecanismos, logo, as turmas subsequentes construíram seus conhecimentos a partir de desafios temáticos das turmas anteriores. Esse mecanismo inspira o desenvolvimento constante.


Em tempos de debate acerca do desenvolvimento das competências socioemocionais e da cultura acessível à comunidade, qual é a relevância desse projeto?

A Música é uma das mais importantes ferramentas para a construção da sociedade, pois os conhecimentos só são alcançados a partir da esfera cultural. Isso é formação da integridade social. Agustina Bessa-Luís, pseudônimo literário de Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, uma escritora portuguesa, afirma em uma de suas frases célebres que “a cultura é o que identifica um povo com sua finalidade”. Precisamos, nós, população, cada vez mais da contribuição que somente a Música, a mãe das artes, pode dar. Cada vez mais as organizações percebem o valor que tem a virtude dos bons relacionamentos. Não adianta ser um exímio profissional e ser uma pessoa antipática, difícil de conversar e se relacionar. Além deste contato social efetivo, o corpo orquestral deve agir com uma integração tal que seu som soe de forma harmônica. Assim, o aluno do Projeto Ninho Musical aprende a ouvir e a perceber o que está ao seu redor e a harmonizar-se com a diferença. Esses princípios e valores ultrapassam a esfera do projeto e são empenhados para vida, pessoal, profissional, acadêmica. Poderiam ser citados diversos outros benefícios, como
o desenvolvimento da pró-atividade, da liderança, do desenvolvimento cognitivo, do motor, a aquisição de hábitos saudáveis, etc. Enfim, várias das virtudes procuradas pelas organizações ou almejados pelos agrupamentos sociais podem ser desenvolvidas através da atividade musical.


Quais são as expectativas para o final do ano?
Resultar mais uma turma em excelência musical e social. Realizar contagiantes apresentações com a atual turma, potencializando as aprendizagens, através das problematizações e soluções, construídas e desenvolvidas entre professor e alunos. Além disso, há um calendário de mostras públicas de nossa Orquestra Filarmônica Ninho Musical. Faremos quatro apresentações no Tivoli Shopping (09/11, às 17 horas), na Praça Central (dia 10/12, às 20h30), Estação Cultural da Fundação Romi (14/12, às 18 horas) e Igreja Matriz de Santa Bárbara (dia 15/12, às 10 horas). No último ano fizemos seis apresentações para mais de duas mil pessoas nas cidades da região. Este ano não esperamos menos. Além de ser um marco na formação de nossos alunos – assumir o palco e expor-se publicamente, segurando sua euforia e nervosismo – é uma grande oportunidade para as populações e comunidades que nos recebem, de conhecerem, bem de perto, uma formação orquestral, um concertar instrumental, uma composição, formada por não-profissionais, que interpretam clássicos e populares. A música aproxima as pessoas e o nosso projeto, também, tem essa função.


As oficinas do Projeto Ninho Musical acontecem às terças-feiras, das 19h às 22h e, aos sábados, das 7h30min às 10h30min. Os interessados devem comparecer, presencialmente, à Administração da Estação Cultural munidos de documentos pessoais. Mais informações acerca da programação da Estação, oficinas e inscrições podem ser obtidas através do site www.fundacaoromi.org.br/EstacaoCultural ou pelos telefones (19) 3455-4830 e 3455-4833. A Estação Cultural da Fundação Romi fica à Av. Tiradentes, 02, Centro, Santa Bárbara d’Oeste.

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