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Equipe do Núcleo de Educação Integrada participou do “III Encontro Nacional de Alunos de Equipes de Ajuda” na UNICAMP.




Os alunos do Ensino Fundamental II e Médio e os professores do Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi estiveram, nos dias 26 e 27 de agosto, no Centro de Convenções da Unicamp, participando do “III Encontro Nacional de Alunos de Equipes de Ajuda: mãos que acolhem”. O evento reuniu educadores, pesquisadores e alunos, de escolas públicas e privadas, que têm promovido as “Equipes de Ajuda” e transformado as realidades escolares.

Realizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM) hoje sob a coordenação da Profa. Dra. Luciene Regina Paulino Tognetta, da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP Araraquara e da Profa. Dra. Telma Pileggi Vinha, da Faculdade de Educação da UNICAMP, o “III Encontro Nacional de Alunos de Equipes de Ajuda” trouxe o tema “mãos que acolhem”. Em sua terceira edição, reuniu adolescentes, jovens e profissionais da educação em torno de pautas que apontam para a necessária “educação para a paz” e a urgência de competências de natureza sociomorais e emocionais nos currículos escolares, mostrando que é possível fazer com que a convivência, e não a violência, seja um valor nas instituições educacionais.

A Equipe de Ajuda do NEI é formada pelos Professores Karina Roberta Santos Simpionato, Ezilce Casagrande Ujfalusi, Edina Cristina de Souza Ignacio, Brigida P Villar de Queiroz e Vanessa A Fantacussi, pelas Psicólogas, Dra. Patrícia Romi Cervone e Dra. Maria Pia Romi Campos, pela Orientadora Educacional Suellen Cristina D da Silva e pelas Coordenadoras Wallesandra Araujo Silva e Magda Ap da Silva e pelos alunos Ana Elisa Groppo, Ana Julia Bueno, Antonio Carlos, Beatriz da Silva, Caio Moreno, Camila Cleodolpho, Davi Fronza, Emilyn Barbosa, Estefani Justo, Gabriel Cotrin, Gabriel Porto, Gabriela Sanches, Gabrielle Vieira, Giovani Manzatto, Graziela Cleodolpho, Guilherme Arena, Ilona Casagrande, João Augusto Modenese, Larissa soares, Maria Luiza Lima, Melissa Oliveira, Paulo Estevão, Pedro Luciano, Pedro Rizato, Rayssa Romano, Roberta Gualberto, Thomaz Simmleink e Wellen Carassate do Ensino Fundamental II e Médio – eleitos pelos seus colegas de turma para atuarem como referência na escola em ajudar na resolução dos problemas de convivência. “Desde 2018 nossos educadores vêm sendo capacitados pela equipe do GEPEM e agora, nesta etapa, nossos alunos estão sendo preparados para auxiliarem seus pares em pequenos conflitos, provocações, brigas, situações de isolamento e principalmente em casos de bullying”, conta Wallesandra. “Vale ressaltar que os responsáveis pelos alunos integrantes da Equipe de Ajuda também passaram por orientação com o time do GEPEM”, complementa.

O Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral ressalta que objetivo das Equipes de Ajuda é oferecer apoio a quem se sente isolado ou e fragilizado, bem como, auxiliar no desenvolvimento de habilidades de cooperação entre todos. As equipes cooperam na redução do índice de situações de vitimização, observando o comportamento das pessoas e contribuindo com estratégias de autoproteção para a modificação das ações das vítimas e dos agressores, permitindo assim um bom clima no convívio escolar.

“O trabalho realizado pelas Equipes de Ajuda apresenta-se como uma das frentes usadas pelo Núcleo de Educação Integrada no desenvolvimento da empatia e dos valores morais como a solidariedade, a justiça e o respeito entre os adolescentes”, conclui Ericka Vitta, Diretora do Núcleo de Educação Integrada. Diferentes investigações sobre o tema das intimidações entre iguais têm mostrado que a eficácia dos programas de prevenção ao bullying se dá pela participação efetiva dos alunos nas escolas. São inúmeros os resultados positivos que se pode alcançar com a implantação de formas de apoio entre iguais que têm sido organizadas sistematicamente em diversos países.

Lei Antibullying

Sancionada em 6 de novembro de 2015 e vigorada em 6 de fevereiro de 2016, a Lei 13185/15 chamada “Lei Antibullying” institui no país o Programa de Combate à intimidação sistemática (Bullying) em todo o território nacional. O texto caracteriza e classifica as formas de intimidações, bem como, fundamenta as ações do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como de outros órgãos, aos quais a matéria diz respeito. Dentre os objetivos da Lei, estão a prevenção e o combate a essa forma de violência, capacitação de docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema e integração dos meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de identificação e conscientização do problema e forma de preveni-lo e combatê-lo.

Em 14 de maio de 2018, o presidente Michel Temer sancionou a Lei nº 13.663, que altera o artigo 12 da Lei nº 9.394 de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). A atualização na lei incluiu a responsabilidade das escolas na promoção de medidas de combate ao bullying, além de incluir a obrigatoriedade de implementação de ações para a promoção da cultura de paz.

Antecipando este movimento, o Núcleo de Educação Integrada vem promovendo, junto à comunidade escolar ações para o tema da Convivência Ética. “O bullying não é um problema da pós-modernidade, é um problema humano. Lamentavelmente os números, estarrecedores, nos obrigam a tomarmos medidas sérias e efetivas. Precisamos falar sobre o bullying, debatermos o bullying e mitigarmos o bullying. Entre as três principais causa de morte de adolescentes e jovens está a violência interpessoal, que inclui agressão, brigas e bullying, e o suicídio, causado por atitudes auto-destrutivas.”, pontua a Prof. Dra. Luciene Regina Paulino Tognetta (FCLAr/UNESP – Araraquara/SP), Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM) vinculados à Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Araraquara/SP.

Para não compor este mórbido e devastador cenário, o Núcleo de Educação Integrada vem empenhando esforços, desde sua equipe profissional, por meio da preparação dos educadores para o tema, refletindo acerca da importância da tomada de consciência de valores morais que superem diferentes formas de preconceito e, sobretudo, que permita a manifestação e o reconhecimento dos sentimentos dos envolvidos, até junto aos adolescentes através de ações que desenvolvam as competências socioemocionais, o respeito à diversidade e à equidade.

Desde 2015 as Psicólogas, Dra. Patrícia Romi Cervone e Dra. Maria Pia Romi Campos, realizam medidas de conscientização e combate ao bullying. São ações coletivas, grupos de discussão e atendimentos individualizados em prol da prevenção ao bullying. Já as ações envolvendo, especificamente, a equipe de educadores e profissionais de atendimento iniciou em 2018, com a vinda da equipe da Prof. Dra. Luciene ao Núcleo de Educação Integrada e a implementação da capacitação por meio dos encontros do GEPEM. “Somos um grupo de pesquisadores que desenvolve estudos sobre bullying, desde sua natureza psicológica até as implicações que esse problema traz ao cotidiano da escola”, esclarece a Prof. Dra. Luciene.

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