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Alunos do Núcleo de Educação Integrada colocam em debate a cor da pele, o que ela diz sobre si e sobre o outro.




A profa. Gabriela Pyles Barcellos, de Expressão Artística, trouxe para os alunos do Fundamental I do Núcleo de Educação Integrada uma série de questionamentos acerca da cor da pele. Segundo ela, limitar as cores da pele humana em preto, branco ou amarelo é simplificar a pluralidade de tons que existe.

“Nosso tema gerador é a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, propostos pelas Nações Unidas, dentre os quais destaco: educação de qualidade, igualdade de gênero e redução das desigualdades. Primeiro a meta era desconstruir, junto aos alunos, a ideia do “lápis cor de pele”. Segundo era pra que eles fizessem um trabalho de investigação, de se questionar: qual é a cor da minha pele? quantas será que podem existir? todas são iguais? e o que a cor da pele diz algo sobre alguém? Foi um trabalho no sentido de ampliar o respeito entre as crianças, a compreensão e aceitação das diferenças e, principalmente, ver a beleza nisso tudo”, conta.

Envolvendo todos os alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental I, esse projeto recebeu o nome de “tons para lembrar e respeitar” onde os alunos estudaram e investigaram as diversas variações de tons de pele que existem e promoveram rodas de conversa sobre respeito, equidade e direitos.


33 cores de “Polvo”, da artista plástica brasileira Adriana Varejão

A professora de Expressão Artística conta que os trabalhos foram baseados na obra e pesquisa de “Polvo”, da artista plástica brasileira Adriana Varejão, e de “Humanae”, da fotógrafa, também brasileira, Angélica Dass. A artista carioca Adriana Varejão tomou conhecimento de um censo do IBGE, a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad) de 1976, em que, pela primeira vez, era feita uma pergunta aberta aos brasileiros: qual a sua cor de pele? Nas respostas, 136 cores de pele brasileiras foram elencadas. Adriana escolheu 33 nomes da lista da Pnad e criou as cores com as quais pintou suas obras gerando a mostra “Polvo”.


“Humanae”, da fotógrafa, também brasileira, Angélica Dass.

Já Angélica, radicada em Madri, viajou por várias cidades e capturou mais de 200 retratos. Ela conta que a origem da ideia surgiu há mais de dez anos, observando as variações de cores em sua própria família. Angélica é negra, neta de descendentes de índios e negros e filha de pai negro adotado por família branca. Diferentemente de “Polvo”, “Humanae” é um trabalho em andamento, portanto, muitas outras cores surgiram e ainda devem surgir frente a gama cromática das diferentes cores da pele humana que, diariamente, passam a integrar seu trabalho.



Gabriela conta que esse trabalho junto aos alunos, através da apresentação da gama de tonalidades de cores, conduz os pequenos a refletirem sobre o significado que contém a identidade da palavra “diversidade”. O resultado “tons para lembrar e respeitar” foram mais de 225 alunos participantes com mais de 225 tons de pele distintos. “Além de experienciarem isso e levam esse conhecimento para seus lares, familiares e amigos, a mostra, resultante do trabalho, será exposta para todos os alunos do Núcleo de Educação Integrada, do Infantil ao Médio”, conclui.

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