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Leandro Vieira dos Santos trouxe para as crianças do NEI algumas das vivências experimentadas enquanto atuava para a Organização das Nações Unidas




Encerrando o mês de fevereiro, os alunos dos 4º e 5º anos receberam a visita do empresário, Leandro Vieira dos Santos e de sua esposa Sarita Sposito – pais da aluna Ana Carolina Sposito Vieira dos Santos – para uma sessão de conversa com os garotos e garotas das respectivas turmas. Em pauta estava os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), acordados em 2015, pelos países membros das Nações Unidas (ONU), cujas metas visam estabelecer uma agenda global para equilibrar o desenvolvimento econômico e a proteção do planeta. A oportunidade desta vivência surgiu quando a aluna Ana Carolina relatou para a Professora Glaciele Santos de Pieri que seu pai havia atuado em projetos vinculados à ONU.

A participação dos pequenos foi tão intensa que Leandro teve que responder, dentre as mais de 100 questões formuladas pelos alunos, desde suas preferências com animes e HQs até quase elencar todos os países membros das Nações Unidas.

O empresário contou que em 1996 participou como voluntário de um encontro de adolescentes em Santa Bárbara d’Oeste, que fazia parte de um Projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse projeto foi capacitado para trabalhar com outros adolescentes na temática de saúde sexual e saúde reprodutiva, com enfoque na prevenção da gravidez na adolescência. A partir desse projeto os coordenadores fundaram a ONG Reprolatina – Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva, em 1999, com sede em Campinas, e ele foi convidado a trabalhar na ONG.

“Nessa época criei um site para adolescentes como projeto de escola que virou o site Vivendo a Adolescência, www.adolescencia.org.br. Como os coordenadores tinham muito contato com profissionais de várias partes do mundo houve uma reunião onde conheci a coordenadora da International Women’s Health Coalition que estava envolvida com a revisão da Convenção dos Direitos das Crianças. Foi a Coalition quem fez o convite para que eu pudesse participar da Assembleia Geral para Crianças em Nova York, para atuar com Advocacy – uma prática política com a finalidade influenciar positivamente a formulação de políticas e a alocação de recursos públicos – junto aos representantes dos países”, relata Leandro. Após essa sequência de eventos, ele participou da Revisão da Conferência de CAIRO, conhecida como Cairo 10, em Santiago no Chile, e depois em San Juan, Porto Rico.

Leandro contou às crianças que o que mais gostava, durante sua atuação nos projetos vinculados à ONU, era conhecer pessoas de diferentes partes do mundo. “Compartilhar sonhos, ideais e ideias de um mundo melhor. Aprendi que há vários mundos. Várias realidades. Que aquilo que vivemos não pode ser generalizado. Cada lugar tem sua especificidade e necessidade únicas. Hoje é mais fácil entender certas demandas e lidar com elas. Principalmente partindo da premissa que todas são sujeitos de direitos”.

Quando questionado sobre a importância de ter pautas como a Agenda 2030 trabalhadas no currículo escolar, Leandro pondera que as metas dependem, não apenas do poder público, mas sim do envolvimento e comprometimento tanto da sociedade civil quanto das instituições privadas. “Mostrar para as crianças que há outras possibilidades de mundo e que essas não são tão bonitas como as realidades que elas vivem, mas que elas podem mudar e ajudar a construir um mundo melhor para todos é imprescindível para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Qualquer mudança sempre passará pela educação”.

E continua, “se queremos adultos mais comprometidos com determinados temas é vital que estes sejam incluídos na educação de forma crítica e instigadora. Se queremos que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens, devemos começar com essa educação desde os primeiros anos do Ensino Fundamental, garantindo as mesmas oportunidades para elas, possibilitando espaços de discussão em que elas sejam ouvidas e respeitadas em suas opiniões e posicionamentos”.

Antes de encerrar sua sessão de conversa com os alunos em uma grande roda ao som de “Ero Tori Ero Tori Tori” – cantiga Guarani-Kaiowá que quer dizer “eu sou feliz” –, Leandro destacou que as crianças de hoje terão por volta de 20 anos, alguns mais outros menos, em 2030, ou seja, todos serão adultos. E indagou: “o que se espera deles que nós, adultos hoje, não fizemos ou pouco fizemos?”. Leandro acredita que eles serão adultos mais responsáveis com o meio em que vivem e principalmente mais solidários e participativos nas diversas esferas de tomadas de decisão, contribuindo dessa forma para a construção de um mundo melhor.

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