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Antenada às tendências da inovação tecnológica e do mercado digital, a Fundação Romi participa da 20ª edição do Encontro Locaweb.



Sandra Turchi, Chief Executive Officer da Digitalents

A 20ª edição do Encontro Locaweb reuniu profissionais de Tecnologia da Informação, Comunicação e Marketing, E-commerce, pequenos e médios empreendedores, além daqueles que atuam nas mais diversas áreas do negócio online e das novas tecnologias e, tantos outros profissionais, pesquisadores e estudiosos que buscaram um espaço para reciclar ideias.

Organizado em cinco salas simultâneas, cujas temáticas debateram Marketing Digital, Conteúdo, Empreendedorismo, Tecnologia e E-commerce, cada espaço contou com uma série de palestras ao longo de todo o dia, ministradas por quem é referência no mercado, como Uri Levine, cofundador do WAZE, Martha Gabriel uma das principais pensadoras digitais do Brasil, Sandra Turchi, Chief Executive Officer da Digitalents, Bob Wollheim, fundador da maior plataforma de Creators do Brasil, o youPIX, Eco Moliterno, Chief Creative Officer da Accenture, Murilo Gun, um dos pioneiros da internet no Brasil e, uma série de outros renomados profissionais.

Seria impossível falar em tendências da inovação tecnológica e da evolução do mercado digital sem pautar aspectos importantes da experiência do usuário (UX, sigla em inglês para user experience), ou seja, um conjunto de ações, medidas e dispositivos cujo resultado gera uma percepção positiva ou negativa acerca de um determinado produto, sistema ou serviço. Isso quer dizer que as relações humanas e as demandas resultantes dessas relações estão cada vez mais complexas e, as experiências que decorrem delas são cada vez mais importantes para aqueles que almejam sobreviver e expandir-se no mercado atual.

“Otimizar a experiência do usuário-consumidor, criar novas formas de relacionamento e auxiliar na tomada de decisões estratégicas são algumas formas que algumas companhias encontraram de avançar na chamada transformação digital”. pontua Robson Carvalho Turcato, Analista de Comunicação e Marketing da Fundação Romi.

Cunhada por Donald Norman, na década de 1990, o termo “experiência do usuário”, hoje, envolve não somente aspectos relacionados ao design, mas também, destaca os ares afetivos e experienciais, significativos e valiosos da interação humano-humano, humano-computador e propriedades do produto, sistema ou serviço envolvido nesta relação. “Frente às novas exigências das pessoas e com a inovação tecnológica e a evolução do mercado, os pensadores que expuseram suas pesquisas e cases, no evento promovido pela Locaweb, pautaram que outras variáveis passaram a compor o arcabouço da experiência do usuário, como: empatia, emoção e ética”, acrescenta.

Para entender o contexto em que a relação ocorre e como criar boas experiências, além de como a evolução tecnológica já está impactando o cotidiano da humanidade, e mais, como esta será nos próximos 20 ou 50 anos, ao longo de toda a edição do encontro foi colocada em discussão desde teses apocalípticas acerca da ascensão da inteligência artificial, da automação das corporações e a otimização dos mercados a partir da robotização, até a relação dos usuários com eletrodomésticos, gadgets (apetrecho tecnológico desenvolvido para executar ou facilitar as tarefas) e wearable (tecnologias vestíveis, ou seja, dispositivos tecnológicos que podem ser utilizados como peças do vestuário) e a experiência com a realidade virtual e aumentada, robôs pessoais e espaços autônomos, como shoppings, telefonia, lojas de conveniência e afins, operados por meio de autosserviço integralmente tecnológicos.

Após as apresentações e debates no evento, pode-se aferir que as narrativas construídas para estabelecer, aproximar e fixar as relações entre organizações e usuários-consumidores, em prol da otimização da experiência, ascenderam, mediada por plataformas tecnológicas, especialmente, nos últimos 15 anos. Hoje já é possível experimentar produtos, sistemas ou serviços muito antes de adquiri-los. Organizações de ponta já disponibilizam para seus usuários-consumidores espaços de vivências afetivas e experienciais.

Cabe observar que isso vai muito além dos brindes, das amostras grátis encartadas em revistas ou petiscos nos corredores dos mercados. Trata-se de espaços inteiros, grandes magazines e lojas de departamento, exclusivamente voltadas para que o usuário prove, aprove ou reprove seus produtos ou serviços. Não são ambientes de compra, mas sim de experimentações. Nas bastasse isso, para além da Siri ou da Cortana, algumas organizações – não necessariamente grandes, mas sim, conectadas às novas tecnologias – já operam, em todo o globo, com robôs e softwares congnitivos, como é o caso da Sophia, Bina 48 ou o Watson, ou seja, dispositivos que têm a capacidade de aprender.

“É aí que a plataforma congnitiva também se destaca ao que é normalmente conhecido como ’inteligência artificial’ (AI, sigla em inglês para “artificial intelligence”). Nem sempre quando as empresas falam que possuem soluções de inteligência artificial essas soluções são realmente inteligentes do ponto de vista de aprendizado. Algo cognitivo é algo que tem a capacidade de aprender. Você pode alimentar o Watson constantemente com novas informações e ele aprende com isso”, pondera Tahiana D'Egmont, Digital Transformation & Digital Sales Marketing da IBM em uma publicação no portal da IBM Marketplace.

Segundo Eco Moliterno, Publicitário e Chief Creative Officer da Accenture Interactive para a América Latina, presente no evento, "em 2021 teremos mais Assistentes de Voz em operação que pessoas no mundo". Os sistemas de autosserviço e serviços de voz estão em plena ascensão. Sistemas autônomos, poliglotas e capazes de oportunizar a melhor experiência ao usuário já são uma realidade. “O futuro já está aí”, aponta Sandra Turchi, Chief Executive Officer da Digitalents, um dos destaques do 20ª Encontro Locaweb.

Outro aspecto em debate no Encontro foi o monitoramento das relações e experimentações com o usuário. Para entender como criar boas experiências e a conjuntura em que a relação ocorre, é recorrente a execução de pesquisas, analise de dados primários e secundários e a contextualização comportamental do indivíduo. Todas essas informações, milhões e milhões de dados trocados, fornecidos voluntária ou involuntariamente pelos próprios usuários, são constantemente cruzados por softwares inteligentes para compor o perfil desse consumidor. “Um exemplo simples é que plataformas online montam sua playlist, sugerem filmes e séries ou propõem a aquisição de produtos ou viagens com base no seu próprio comportamento. Já grandes operações, sugerem o melhor investimento para determinado capital ou ranqueiam players que são seus concorrentes ou potenciais parceiros”, exemplifica o Analista de Comunicação e Marketing da Fundação Romi.

Ainda que alguns pontos, sobretudo os de acesso à informação comportamental estejam em voga, pois tangenciam questões éticas relacionadas à invasão de privacidade, à manipulação de pesquisas e informações ou às famigeradas “fake news”, vale ressaltar que o WAZE – tal como uma série de outros aplicativos – só foi possível graças ao rastreamento do comportamento do usuário, via geolocalização, e sua experiência com o software, como afirmou Uri Levine, cofundador do WAZE.


Martha Gabriel uma das principais pensadoras digitais do Brasil

Ainda no âmbito da ética, Martha Gabriel, uma das pensadoras digitais mais influentes da atualidade, executiva e consultora nas áreas de inovação em negócios e transformação digital, e uma das maiores autoridades do país no assunto, acrescenta que "precisamos ensinar, hoje, as crianças, jovens e adultos a pensarem. E pensarem com ética”. Esta fala é o recorte de um debate muito maior acerca da revolução digital vigente e os seus impactos na humanidade nas suas mais diversas dimensões "” biológica, social e econômica.

A transformação do negócio em função da evolução tecnológica dos mercados é um movimento inevitável para todas as organizações – ao menos para aquelas que pretendem sobreviver. E em alguns setores, já é visível e evidente esse cenário. Os investimentos na transformação digital das empresas na América Latina deverão consumir US$57 bilhões até 2020, representando 40% das despesas com tecnologia da informação, prevê a International Data Corporation (IDC).

A fala de Klaus Schwab, Presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, foi trazida à discussão. Schwab afirma que "estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes. Esta revolução tem o potencial de elevar os níveis globais de rendimento e melhorar a qualidade de vida de populações inteiras, contudo, mudará de uma maneira radical e, com ela, o universo do emprego”.

Nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones, impressoras 3D, realidade virtual e aumentada, ciborgues, androides e ginóides. O futuro do emprego será feito por vagas que não existem, em organizações que usam tecnologias novas, em condições nunca antes experimentadas. Obviamente, o processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar. Isso posto, tanto as instituições de ensino – do infantil à universidade – quanto os programas governamentais para educação, precisam estar preparados e habilitados para esta iminente realidade. "Para não ser substituído por um robô, não seja um robô", conclui Martha Gabriel ao referir-se à extinção de profissões facilmente substituíveis por sistemas autônomos e inteligência artificial.

A 20ª edição do Encontro Locaweb foi extremamente importante para nortear fontes de pesquisa e aclarar uma série de questões em voga, sobretudo, para evidenciar que em detrimento da massa populacional, há um grande número de pessoas e organizações muito próximas de realidades como Minority Report, Ex Machina, Black Mirror ou Morgan.

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