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A 2ª expedição do projeto CEDOC em Movimento, na Usina Santa Bárbara, foi marcada por muitos cliques, muito sol e muita história.




Patrocinado pela Caixa Econômica Federal através do Programa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro, a segunda expedição do projeto CEDOC em Movimento reuniu mais de 50 fotógrafos na Usina Santa Bárbara em Santa Bárbara d`Oeste. Os participantes se reuniram no Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi para conhecerem um pouco mais acerca da história da produção canavieira e a presença da cana-de-açúcar em Santa Bárbara d’Oeste. Já em campo os expedicionários puderam visitar boa parte dos espaços da Usina Santa Bárbara.

Desativada em 1995, a Usina Santa Bárbara continua sendo um dos pontos de maior identificação do Município, cuja economia cresceu basicamente em função da agricultura, notadamente da indústria canavieira. Foi uma das principais do Estado de São Paulo. Possuía edificação industrial, administrativa, moradias para os patrões, diretoria, trabalhadores da lavoura e da fábrica. Reunia também uma infraestrutura social com escola, capela, igreja, armazém, cinema, farmácia, além de espaços para as atividades de lazer e esporte. A história da antiga Usina Santa Bárbara tem início há mais de cem anos, quando em 1877, o Major João Frederico Rehder comprou a Fazenda São Pedro, destinando-a ao cultivo de cana-de-açúcar e, tempo depois, instalando o Engenho e a Fábrica de álcool.

O “Caminho dos Flamboyants”, percurso de acesso à Usina, foi tombado como Patrimônio Cultural em 2006. Em 2008 foi a vez do completo da Usina ter reconhecido seu tombamento. Atualmente o local sedia importantes eventos promovidos pela Prefeitura Municipal de Santa Bárbara d'Oeste, como a Feira das Nações e a “Festa da Negadinha” – realizada por ex-moradores e simpatizantes que objetivam manter viva a memória da usina. O espaço também abriga outros eventos artísticos.

Para Sandra E. de Souza Barboza, Coordenadora do Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi, a expedição foi um grande sucesso, “A luz estava ótima para fotos, o clima ajudou bastante, apesar do calor. Os espaços do Usina Santa Bárbara são incríveis, cheios de histórias, memórias e registros. É impossível olhar para tudo aquilo e não refletir acerca dos tempos passados e conectá-los ao hoje. Mas, principalmente, o público participante estava muito engajado em conhecer e retratar, de forma bastante sincera e singular, as cenas que puderam vivenciar naquele espaço. Registraram o que sentiram. Uns manifestaram saudades, outros angustia, alguns alegria. Será, certamente, uma exposição primorosa.”

Compõem parte do projeto “CEDOC em Movimento” a produção e a itinerância de uma exposição histórico-fotográfica que irá reunir participantes e roteiros. Esta produção irá compor uma mostra em comemoração aos duzentos anos de fundação da cidade de Santa Bárbara d'Oeste e, além de pontos de exibição no município, esta mostra também circulará por outras cidades da região.

O projeto CEDOC em Movimento é mais uma iniciativa do Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi para firmar-se como um espaço de educação não-formal, disponibilizando informações sobre seus acervos, fomentando pesquisas e o contato com outros universos culturais. “Outra parte importante destas expedições é que alguns fotógrafos doaram suas fotos para compor e enriquecer o acervo histórico do CEDOC. E isso é fundamental para a manutenção de nossos trabalho de preservação e disponibilização do acesso à história local”, conclui Sandra.

CEDOC em Movimento

O Projeto “CEDOC em movimento” tem como meta impactar, através de suas ações, mais de 35 mil pessoas. Além das Oficinas de Educação Patrimonial voltadas para crianças do Ensino Fundamental I e as atividades extramuros com educadores da rede municipal de ensino por meio da ação educativa “baú da história”, o projeto também prevê a execução de três roteiros para a realização de expedições histórico-fotográficas no município: a Igreja Matriz Santa Bárbara, a Usina Santa Bárbara e o bairro Santo Antonio do Sapezeiro.

As expedições do projeto iniciam uma nova etapa do “CEDOC em movimento”. Ela foi concebida para que os participantes possam estabelecer uma conexão entre os temas presentes no espaço expositivo do Centro de Documentação Histórica, que ilustra e preserva o passado, com a visita in loco para percepção, análise e a interpretação do presente e da evolução daquele espaço. “Os participantes terão a oportunidade de compreender o universo sociocultural em que estão inseridos e reconhecerem o patrimônio histórico-cultural existente em Santa Bárbara d'Oeste. A fotografia possibilitará o registro desta conexão ontem-hoje a partir da perspectiva do fotógrafo-participante”, afirma.

Sandra pondera que este projeto é uma grande ação de Educação Patrimonial, capaz de estimular e estabelecer uma relação aproximativa entre os participantes e a história local, sobretudo, tendo em vista o bicentenário de Santa Bárbara d'Oeste. “As imagens captadas pelos fotógrafos irão compor uma exposição histórico-fotográfica em comemoração aos duzentos anos de fundação da cidade. Além de pontos de exibição na cidade, esta mostra também circulará por outros municípios da região”, conclui.

Programa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro

A Caixa e a Fundação Romi assinaram no mês de Abril/17, em Santa Bárbara D'Oeste (SP), o contrato que destina investimentos de R$ 200 mil para projeto de educação patrimonial, intitulado “CEDOC em Movimento”, com o objetivo de realizar ações educativas direcionadas aos educadores, aos estudantes e à comunidade de Santa Bárbara d’Oeste e região, beneficiando aproximadamente 35.000 pessoas até o fim de 2018.

O projeto foi selecionado no edital do Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro – 2017/2018, no qual concorreram propostas de instituições de várias regiões do país, sendo selecionados 13 projetos, representando um valor total de R$ 3 milhões com utilização prioritária da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O Programa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro tem como objeto a seleção de projetos de entidades museais que visem assegurar a democratização do acesso e a preservação do patrimônio cultural brasileiro. O processo de seleção é bienal e contempla projetos de funcionamento de instituições museológicas, tais como programas pedagógicos (ações de arte-educação, oficinas, palestras, cursos, visitas mediadas), programação de mostras de seu acervo permanente e mostras temporárias, dentre outros.

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