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Os professores do Núcleo de Educação Integrada colocam em pauta o STEM e o MAKER no contexto da Educação Básica.




Atuar por meio das metodologias ativas da educação é um discurso e prática recorrente no Núcleo de Educação Integrada, já que compõe o cerne da escola. Também habitual é a fala da Diretora Ericka Vitta ao reiterar a proposta inovadora da instituição: “todos os nossos espaços têm um caráter pedagógico e são pensados para possibilitarem a interação entre os alunos e o ambiente. Visamos promover um maior diálogo entre “escola” e “estudantes”. Aqui, as salas de aula, com carteiras enfileiradas e lousas, dão espaço às áreas temáticas e integradoras, multidisciplinares e prontas para a criação de protótipos e soluções. Somos pioneiros regionais em metodologias ativas na educação, cuja proposta é formar alunos com múltiplas experiências, capazes de empreender e transitar com segurança por competências técnicas e emocionais, por isso, vimos oferecendo um ensino fundamentado na Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), em Equipes (TBL), em Projetos e em Centros de Interesse, conectando conteúdos teóricos às experiências vivenciais”.

Posto isso, a eficiência do modelo de aprendizagem tradicional, em que o professor repassa um conteúdo pronto para os alunos, vem sendo questionada por instituições de ensino ao redor do mundo – o Núcleo de Educação Integrada já nasce, em 1993, desconstruindo esse modelo. O NEI defende que, frente ao contexto do século XXI, o aprendizado ganha significado e relevância quando se volta ao aluno como protagonista do processo de aprendizagem. “Entendemos que é preciso sair da caixa, da sala de aula tradicional, convidando as crianças, adolescentes e jovens à 'colocarem a mão na massa', para contribuir e participar ativamente do processo de desenvolvimento da autonomia e construção do conhecimento”, afirma Ericka. “Por isso, a partir deste ano, inserimos em nossa escola o STEM e o Maker”.

A professora Gleici Branco traz para os alunos do NEI, tanto da Educação Infantil quanto do Ensino Fundamental I, essa nova proposta. Somando experiências, para o Ensino Fundamental II e Médio, quem coloca o STEM e o Maker no contexto pedagógico do NEI é o professor Luiz Eduardo Pacagnella.

Segundo a professora Gleici, quando menciona-se o STEM, fala-se de um movimento que surgiu nos Estados Unidos durante o período da Guerra Fria, na corrida espacial. O movimento foi e ainda é uma tentativa de estudar e aplicar os conceitos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Science, Technology, Engineering e Mathematics) com o objetivo de alcançar avanços científicos mais expressivos. Em sua formulação, portanto, o STEM possui de fato um caráter tecnicista visando a produção, no entanto, pontua, “é de extrema importância ressaltar que o movimento do STEM é diferente da aplicação do mesmo em um contexto pedagógico. Nas práticas educativas, o STEM adquire características da cultura do it yourself, similar ao Maker mas diferente dele, uma vez que as construções e processos de criação presentes no STEM são embasados e possuem o objetivo de entenderem os conceitos científicos por de trás da prática, o que não necessariamente acontece no Maker embora a experimentação seja tão positiva quanto”.



O professor Eduardo acrescenta que o STEM e o Maker não apresentam uma tendência revolucionária na educação, mas sim, “uma imersão nas pedagogias inovativas”. Estas se apresentam como abordagens pedagógicas baseadas na aprendizagem através do processo criativo, unindo prática e teoria, conduzindo a uma aprendizagem com significância aos alunos. “Mais do que fazer parte do processo, é apropriar-se deste e entendê-lo. Os alunos não somente aprendem acerca do processo científico, mas sim, produzem ciência. Eles participam, desde os primeiros anos escolares, ainda que despretensiosamente, do processo criativo e unem este aos parâmetros de uma iniciação científica, presente atualmente apenas no ensino superior”.

As metodologias ativas trazem uma aprendizagem com identidade e significado, que agregam não apenas novos pensamentos e conhecimentos à cultura da comunidade escolar, mas espaços e ambientes para que esta cultura possa crescer. Para além disso, quando aplicado de forma pedagógica, tanto o STEM quanto o Maker vem inovar na maneira de se ensinar. “Não se trata apenas de ensinar os quatro pilares (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) em uma mesma disciplina, ou o 'faça você mesmo', mas sim, de lecionar tudo isso de forma integrada, sem delimitações do que é um ou outro, pois, ao final, os conceitos de ciência, o raciocínio lógico e processo de criação acabam por constituírem-se enquanto base do conhecimento”, conta Gleici.

“Por prezar a construção do conhecimento a partir dos centros de interesse dos alunos, no Núcleo de Educação Integrada, por meio de seus espaços integrativos e de investigação, as crianças, os adolescentes e os jovens formulam suas próprias questões e, orientados pelos professores, percorrem o caminho científico, tanto via STEM quanto Maker, para encontrar respostas significativas às suas próprias indagações”, pondera Ericka Vitta.



A Diretora do Núcleo de Educação Integrada também acrescenta à pauta que, embora haja muitas críticas ao STEM, ou mesmo ao Maker, pela sua “personalidade tecnicista” – o que mostra-se um contrassenso pela amplidão criativa que ambos oportunizam –, uma série de instituições de ensino, incluindo o NEI, indissociavelmente trabalham as linguagens artísticas, tais como a Expressão Artística, Musical e Corporal, atreladas às questões investigativas presentes no âmbito da aprendizagem do ensino das Ciências. “O diferencial da escolarização transdisciplinar é que faz parte da natureza dos alunos lidar com o mundo de modo lúdico, assim, a definição de meios verbais e não-verbais para que eles expressem suas questões e sentimentos, estimula a criatividade e o estudo de conteúdos simbólicos, e é por meio das Ciências e das Artes nas escolas que isso será possível”, conclui.

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