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A equipe do CEDOC fez um levantamento sobre a iluminação que nos ajudam a aproximarmos da cidade nessa época.


No mês de maio de 2015, Santa Bárbara d'Oeste, completa 100 anos da inauguração da energia elétrica no município. A equipe do CEDOC fez um levantamento de fontes sobre esse assunto que nos ajudam a aproximarmos da cidade nessa época.

Como era a iluminação em Santa Bárbara d'Oeste no idos de 1880?

A iluminação noturna, ou em ambientes escuros, só era possível com a utilização de velas, tochas, candeias ou outros meios alimentados por óleo ou mesmo madeira.

E os espaços públicos? Somente em 1881, temos a primeira referência nas atas da Câmara Municipal, de um pedido dos habitantes de Santa Bárbara, oferecendo-se a colocar à própria custa os lampiões nas esquinas das ruas, devendo a Câmara somente sustentar esse serviço, fornecendo querosene e o funcionário.

Confira no documento de 7 de outubro de 1881

Em novembro de 1881, a Câmara Municipal contrata José de Toledo e Silva Salles, por 10$000 mensais, para zelar, acender e apagar os lampiões das ruas. A Câmara também solicita que Joaquim Antônio construa uma escada a ser utilizada para acender os lampiões pagando por isso 3$000, e compra por 7$000, uma lata de querosene para os lampiões da iluminação pública.

Leia no documento de 07/11/1881 e no documento de 22/11/1881.

Em novembro de 1881, a Câmara Municipal contrata José de Toledo e Silva Salles, por 10$000 mensais, para zelar, acender e apagar os lampiões das ruas. A Câmara também solicita que Joaquim Antônio construa uma escada a ser utilizada para acender os lampiões pagando por isso 3$000, e compra por 7$000, uma lata de querosene para os lampiões da iluminação pública.

Leia no documento de 07/11/1881 e no documento de 22/11/1881.


A fotografia da rua Floriano Peixoto, esquina com a XV de novembro em 1906, mostra à esquerda, o lampião a querosene que iluminava a cidade nessa época

Quem executava o serviço de iluminação da cidade era o acendedor de lampiões. A ata da Câmara Municipal de 3 de julho de 1887, estabelecia o contrato com esse funcionário público, que nessa época era Geraldo José Gomes.

1º Conservar em bom estado os lampiões. 2º Fornecer querosene, chaminés e torcidas para os mesmos e ascender as Ave Maria até às 12 horas, com exceção das noites de luar. 3º Receber o pagamento prestação trimensais. 4º Fica sujeito a pagar a multa 1:00 por cada lampião que estiver apagado por sem motivo justo. Confira o documento na íntegra.

No final do século XIX, identificamos nas atas da Câmara de Santa Bárbara e nos jornais da época, as primeiras discussões a respeito do fornecimento de energia elétrica para a cidade.


Igreja Matriz Santa Bárbara, no início do século XX. Em detalhe a iluminação por lampião localizado na frente da igreja

Em 23 de fevereiro de 1895, os vereadores solicitam a vinda de um engenheiro para proceder um estudo sobre a iluminação elétrica na Vila. Confira.

Em 24 de junho de 1900, o jornal O Barbarense, publica uma matéria referindo-se à instalação da luz elétrica na cidade. Jornal O Barbarense, 24/06/1900. Edição 5; página 2

Na primeira década do século XX, encontramos o registro de Carlos Matheus requerendo o privilégio do fornecimento da iluminação pública (Ata de 17 de julho de 1906). A comissão de obras públicas e finanças aprova em 6 de agosto de 1906, o pedido que é publicado em forma de Lei nº58.

Ata de 17 de julho de 1906.

Ata de 06/08/1906.

Lei nº58 de 01/08/1906.

Não encontramos referências sobre o porquê que o serviço de energia elétrica não foi implementado como previa a Lei de 1906, e ainda nesse período, a iluminação pública de Santa Bárbara era a querosene.


Vista parcial da cidade em 1914. Ao fundo, vê-se a Escola José Gabriel de Oliveira. No detalhe, vê-se o lampião na esquina das atuais ruas Dona Margarida com a rua Floriano Peixoto

Em 1911, a Câmara Municipal estabelece o projeto de Lei nº 79, e cria o imposto de iluminação pública:

Artigo 13. É criado o imposto de iluminação, que recairá sobre todos os prédios edificados ou não situados dentro do perímetro urbano. § 1º Este imposto será lançado por metro corrido de frente para ruas e praça pública; a razão de 400 réis o metro e será pago em uma só prestação no mês de julho de cada ano. O primeiro lançamento será feito no ano em que inaugurar o serviço de iluminação elétrica da cidade. Artigo 14. Será considerado perímetro urbano para o imposto, toda a área que for servida pela iluminação elétrica da cidade, até 30 metros além dos últimos focos de iluminativos. Artigo 15. O contribuinte que pagar o imposto respectivo dentro do prazo legal terá uma redução de 25% sobre o valor do imposto.

Ata de 05/12/1911.

No ano de 1913, o Prefeito Municipal Peregrino de Oliveira Lino abre concorrência para o fornecimento de iluminação elétrica, pública, particular e energia elétrica para uso industrial na cidade.

Veja a Lei nº85 de 10/04/1913.

No mesmo ano o Prefeito Municipal Peregrino de Oliveira Lino, promulga a Lei nº88 concedendo a Rawlinson Muller & Cia, o privilégio para o fornecimento de energia elétrica em todas as suas aplicações, e especificamente para os serviços de iluminação pública e particular, motores fixos e tração, no munícipio de Santa Bárbara, pelo prazo de vinte anos.

Lei nº88 de 15/12/1913.


Vista da Praça Central, início do século XX

Dois anos depois, a cidade não tinha instalado o serviço de energia elétrica e o Prefeito José Gabriel de Oliveira, promulga a Lei nº95, concedendo a Rawlinson Muller & Cia, um novo prazo para a execução do serviço.

Lei nº95 de 08/02/1915.

Finalmente, em 3 de maio de 1915, inaugurou-se o serviço de energia elétrica.


Vista da subestação de energia e do escritório da "Empresa Carioba", da firma Rawlinson Müller & Cia, concessionária do serviço de força e luz.

O prédio localizava-se na rua Prudente de Moraes, ao lado do "Grupo Escolar José Gabriel de Oliveira".

Imagem da reprodução do livro: Álbum Ilustrado de Santa Bárbara, publicado em 1941, p.57.

Nesse dia, aconteceu uma programação festiva na cidade:

Às 15h, aconteceu um jogo festivo de futebol entre o União Agrícola e o Club Arromba de Americana, e tendo como resultado final o placar de 0 a 0.

Às 19h, a Banda União Barbarense acompanhou o Prefeito José Gabriel de Oliveira até o edifício, onde estavam instalados os transformadores, e ao som do Hino Nacional Brasileiro e uma bateria de 21 tiros, procedeu-se a ligação da chave geral.

Às 21h, aconteceu um sarau dançante no teatro local.

Confira a ícia no jornal Cidade de Santa Bárbara, 05/05/1940.

Abaixo, as fotos da cidade com o serviço de energia elétrica.


Vista da farmácia Santa Eliza, localizada na esquina da rua XV de novembro, com a General Osório em 1921.


Rua Dona Margarida, esquina com a rua Floriano Peixoto, na década de 1930.

Em primeiro plano: rua Floriano Peixoto. À esquerda: Praça Cel. Luis Alves. Na esquina, a bomba de gasolina da "Casa Sans", de José J. Sans. No destaque da imagem a empresa de distribuição de energia elétrica Rawlinson Müller & Cia


Vista do prédio da Cadeia Municipal, na década de 1940, onde se pode ver o poste de iluminação pública


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